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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Trinta e dois anos e um mês

É essa a idade que completo hoje. E o que posso dizer a respeito é que me sinto de parabéns, me auto-parabenizo pelas mudanças de hábito e pensamento pelas quais tenho passado. Todo ano é a mesma coisa: Aniversário para mim não é dia de comemoração, pelo contrário, sempre bate uma depressãozinha e uma mega vontade de não ver ninguém. Só que depois dos trinta, um elemento foi acrescentado a essa data: Reflexão. No último dia 26 de dezembro, já levantei com os pensamentos a mil, fazendo uma análise do que estava certo, do que valia a pena e da forma como eu me comportava. Diante de vários devaneios, uma das coisas que me incomodou é constatar que não posso continuar me escondendo no dia do meu aniversário, não faz sentido. Então depois do almoço fui ao supermercado e comprei algumas pizzas semi-prontas, umas besteirinhas e um pequeno bolo de chocolate, meu sabor preferido. Liguei para alguns amigos mais chegados e para minha irmã que mora na cidade. Então fiquei na exp...

O amigo imaginário de Melissa Jones

De volta às blogagens coletivas, participando da 38ª do blog Café entre amigos, esse aqui, ó . Espero que curtam. Olá, meu querido amigo, como vai? Já faz algumas semanas que não te escrevo, e sei que estou em falta contigo, mas é que tanta coisa anda acontecendo que quase não tenho tempo nem para dormir. E você sabe como eu gosto desse prazer, não é? Lembra quando éramos crianças e você fazia o maior esforço para me acordar de manhã? Ah, era tão divertido quando você pulava em minha cama e puxava minhas cobertas... E quando você escondia minhas coisas? Nossa, mamãe me chamava de relaxada por sua causa, sabia? E quantas vezes já não levei umas boas chineladas por conta de suas travessuras? Você sempre foi um danado! Mas um danado muito especial, que sempre esteve do meu lado em todos os momentos de minha vida. Hoje de manhã, enquanto ajudava meu filho na lição de casa, lembrei de você e das nossas conversas. É claro que eu reconheço o esforço e dedicação de meus pais...

Será que vale a pena?

Essa é a pergunta do dia. Às vezes passamos por dilemas em nossas vidas que chegam a nos tirar o sono à noite. Precisamos tomar decisões que vão trazer implicações importantes, por vezes não só a nós, mas também para outras pessoas. Neste exato momento estou dentro da situação descrita, e pior... sou essa outra pessoa que está na dependência da decisão de outra. É uma situação bem complicada, difícil explicar, mas que nos faz refletir muito, muito, muito... e um pouco mais. Acontece que estou sendo vítima de preconceito, e é engraçado porque ontem mesmo estava lendo sobre o assunto em um blog que sigo. Quando percebi isso, minha primeira reação foi me revoltar por dentro, fiquei muito incomodada, mas não demorou muito para entender o que se passava. E uma coisa me incomodou ainda mais do que saber que estou sendo vítima de preconceito: Foi eu me colocar no lugar do outro e perceber que eu talvez tivesse a mesma reação. Foi compreender perfeitamente o dilema do outro....

Oi, como vai? - A pergunta que nem sempre queremos resposta.

Hoje um amigo me encontrou na rua, fazendo a típica pergunta. A resposta automática foi: Bem, obrigada, e você? A verdade é que eu acabava de sair do dentista, com um ponto da extração de ontem inflamado, deixando minha boca dolorida e levemente inchada. Eu estava realmente bem? Nem tanto... Na verdade meu humor estava péssimo e a última coisa que eu queria era estar naquela situação, mesmo que tão boba e insignificante. Mas eu disse que estava bem e ele, diferente de mim, não respondeu minha pergunta devolvida no automático. Quando perguntei "e você?", ele suspirou, passou a mão pelos cabelos várias vezes e disse que as coisas não andavam tão bem para ele. Aí esperou para ver se eu perguntava o motivo, para ver se eu me interessava pelo que acontecia com ele. Confesso que não estava interessada no começo, mas imediatamente admirei a atitude dele em querer se abrir e me convenci que de alguma forma aquilo me faria bem. Então ele me contou o que acontecera ...

Coisas que constato por aí

Acho que já comentei em algum lugar - se não aqui, no facebook - sobre minha impressão de gente que me interrompe enquanto estou falando: O que tenho a dizer não é importante. E essa minha impressão se estende a outras pessoas também, como ontem, quando saí do fórum e vinha pra casa de carona com uma colega de trabalho - dessas que interrompem. E por acaso, ela deu carona também a uma outra colega que tem essa mesma característica. Gente... vocês não têm noção do que é duas pessoas assim conversando. No banco de trás, uma delas lembrava e comentava alguma coisa ocorrida durante o dia. Até aí todo mundo prestando atenção, quando de repente aparece um cachorrinho na calçada e a motorista começa a falar sobre a pena que sente dos bichinhos nesse calor, interrompendo o que a outra falava. Só que, como eu disse, a outra também é das que interrompe e não se abala com uma interrupçãozinha alheia. Ela continuou falando, e a outra também... cada uma sobre um assunto diferente, cada uma desenv...

O inventário de 2013

Quando eu escrevi o post 2013 - Já vai tarde !!! , a ideia era fazer uma espécie de retrospectiva que, no final das contas, acabou não dando muito certo. Mas hoje estava lendo um blogue que acompanho - Fazer o que? e me amarrei no inventário que a blogueira fez, podem conferir, aposto que vão curtir! E como sou dessas que não tem vergonha de copiar coisas legais (com os devidos créditos, claro), vou seguir o modelo da Taís e destacar aquilo que achei importante nesse ano que acabou. O melhor momento: Posso dizer sem titubear que o melhor momento do ano foi a nomeação no concurso público do Tribunal. Após um longo tempo na expectativa e já quase sem esperanças, eis que chega o e-mail que, por acaso eu abro em pleno sábado às 6 da manhã, quando chego para um dia de trabalho duro na Rádio. Aquele foi o momento chave. O locutor no estúdio fechado e eu sozinha na sala gritando no telefone com meu namorado, que tinha acabado de me deixar na Rádio e estava quase voltando para a cam...

Finalzinho do recesso... eis que começa 2014

Quarto dia do ano e aqui estou... faltam apenas dois para o retorno à rotina de trabalho, mas enquanto isso estou curtindo recesso. As coisas vão bem, obrigada. Descansei, passeei, dei faxina na casa e li dois livros. Só não estudei. Ah, tô de férias, neh? Quem sabe em fevereiro? Estou pensando em fazer uma pós em processo civil esse ano, preciso amadurecer a ideia. Os dias só não foram mais divertidos por causa das peças que a vida insiste em nos pregar. Logo no início do recesso, quando Kadu e eu chegamos ao nosso primeiro destino - a casa de meu irmão, em São Paulo, recebemos a notícia da morte do ex-namorado de minha sobrinha mais velha... com o qual ela estava pensando em voltar no natal (ou seja, quatro dias após sua morte). Dá para imaginar que o clima de festa na casa acabou. Não só ela, mas toda a família ficou arrasada com a morte precoce do jovem, ainda mais de uma forma tão inesperada. Eu não o conhecia, mas também fiquei sentida com toda aquela situação e acabei antecip...