Viajar de avião pela primeira vez com um bebê é um misto de emoção e ansiedade. Vai por mim, neste momento é normal surgir uma infinidade de dúvidas do tipo: "Será que ela vai chorar durante o voo?", "O que eu posso e preciso levar na bagagem de mão?", "E se o bebê sentir dor de ouvido na decolagem?"
Se você está vivendo esse momento, fica aqui comigo e saiba que você não está sozinha.
Minha bebê está agora com dois anos e fizemos nossa primeira viagem de avião quando ela tinha 1 ano e 5 meses. No período de organização e durante a própria viagem, percebi que pequenos detalhes fazem toda a diferença. Muitas preocupações podem ser evitadas com um pouco de planejamento.
Neste artigo, vou compartilhar cinco erros muito comuns que os pais cometem na primeira viagem de avião com um bebê de 1 a 2 anos — e como você pode evitá-los.
Primeiro erro: Chegar ao aeroporto em cima da hora
Antes de ter filhos, chegar ao aeroporto uma ou duas horas antes do voo parece mais do que suficiente, mas viajar com um bebê muda completamente essa dinâmica.
Coisas simples como uma troca de fralda pode demorar mais do que o esperado. No nosso caso, Melina estava começando a andar e já não queria ficar no colo, muito menos no carrinho (tanto que nem levamos). Ela queria andar, mas os passos dela eram lentos e pequenos, com quedas eventuais.
Pensando nisso e em qualquer outro imprevisto, a melhor decisão é sair de casa com uma boa margem de tempo. Assim, você consegue fazer o check-in, despachar a bagagem (quando necessário), passar pela inspeção de segurança e embarcar com muito mais tranquilidade, sem aquela sensação de estar correndo contra o relógio.
Meu marido e eu temos um lema: É melhor aguardar dentro do aeroporto (se possível, o mais próximo do portão de embarque rsrsrs), por mais cansativo e entediante que seja. Quando se tem um bebê, esse lema fica ainda mais aplicável.
O aeroporto é grande e tem espaço de sobra pra criança se distrair enquanto não embarcamos.
A viagem começa muito antes da decolagem. Quanto menos estresse no aeroporto, mais leve será toda a experiência.
Segundo erro: Não levar uma troca completa de roupa na bagagem de mão
Esse é um daqueles erros que parecem pequenos... até acontecer. E eu aprendi isso na prática.
Vazamento de fralda, vômito, suco ou leite derramado, comida... Tudo isso faz parte da rotina de quem viaja com criança pequena. Por isso, nunca deixe de levar uma troca completa de roupa para o bebê na bagagem de mão.
E até aqui, tudo bem, certo? A mãe, normalmente, carrega roupa extra da criança onde vai. Mas o erro que eu cometi na minha viagem foi pensar só na criança. E advinha quem se sujou por tabela na hora do cocô bomba? Sim, a mamãe aqui. E para mim eu não tinha levado roupa extra na bolsa de mão, junto com a da Melina. Deu muito mais trabalho abrir e "desmontar" no meio do aeroporto a mala que estava preparada para os dias de viagem.
Com isso, aprendi a lição e te alerto hoje: Roupa extra para a criança, para a mãe e para o pai na bolsa de mão. Porque assim como aconteceu comigo, poderia ter acontecido no colo do pai, neh?
Ter uma roupa limpa à disposição evita desconfortos e permite que a viagem continue de forma muito mais tranquila.
Anotaram? De nada!
Próximo!!!
Terceiro erro: Contar apenas com a alimentação disponível no aeroporto ou durante o voo
Mesmo que o aeroporto tenha uma boa variedade de opções de alimentação, nem sempre elas serão adequadas para uma criança pequena. Além disso, cada bebê já possui sua rotina alimentar e alimentos com os quais já está acostumado.
E nós, mães, sabemos disso melhor do que ninguém.
Assim... sempre que possível, leve lanches simples e conhecidos pela criança.
No meu caso, Melina ainda mamava no peito, então não tive dificuldades com essa parte, mas ainda assim, levei na bolsa de mão o biscoitinho de arroz que ela gostava na época e uma fruta picadinha num potinho. A fruta ela não pediu, mas o peito e o biscoito foram bem utilizados durante o voo.
Algumas boas opções são:
frutas já higienizadas e cortadas;
biscoitos que ela costuma consumir;
snacks apropriados para a idade;
água;
leite ou fórmula, quando necessário.
Nem pense em oferecer alimentos novos justamente no dia da viagem, esse não é o momento. Além de reduzir o risco de rejeição, você também evita possíveis desconfortos digestivos durante o voo.
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| Melina pedindo o biscoitinho durante o voo |
Quarto erro: Esquecer do desconforto causado pela pressão durante a decolagem e o pouso
Quem está acostumado a voar conhece a sensação desconfortável de pressão nos ouvidos durante a decolagem e principalmente no pouso, devido à mudança de pressão dentro da cabine.
Quem nunca fez o exercício de abrir e fechar a boca para amenizar a pressão?
Pois é, acontece que os bebês não sabem fazer essa técnica e, por causa disso, o desconforto deles pode ser maior do que o nosso.
A boa notícia é que nós, mães ou pais, podemos ajudar de forma simples.
Na nossa viagem, Melina tinha menos de dois anos e viajava no colo, então dei o peito para ela durante a decolagem e o pouso. E sim, passamos ilesos. Zero choro, dor ou desconforto. Na nossa próxima viagem, ela já viaja no próprio assento e, segundo as regras da cia aérea, ela precisa estar no assento com cinto afivelado durante a decolagem, então não será possível fazer a mesma coisa.
Então, a ideia é oferecer algo que estimule a sucção ou a deglutição, como água, leite, mamadeira, chupeta, frutas ou um lanchinho. O ato de engolir ajuda a equilibrar a pressão nos ouvidos e costuma aliviar bastante esse incômodo.
É claro que nem todos os bebês sentem dor, mas vale a pena estar preparado.
Me conta aqui, o que você vai oferecer ao seu bebê em sua viagem?
Quinto erro: Levar brinquedos demais e esquecer justamente os que o bebê mais gosta
Antes mesmo da viagem, nós já elegemos a "boneca viajante" e Melina já foi se acostumando com a ideia de que aquela boneca deveria estar com ela em todos os momentos da viagem. E claro que a boneca escolhida foi aquela que ela já tinha como preferida.
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| Até na cabine do piloto a boneca viajante foi |
É comum os pais encherem a mochila de brinquedos pensando que quanto mais opções, melhor, mas, na prática, isso raramente acontece. Os bebês costumam se sentir mais seguros com objetos familiares. Então, em vez de levar muitos brinquedos, escolha poucos itens que realmente façam sucesso com seu filho.
Algumas ideias são:
um livro interativo;
brinquedos pequenos e silenciosos;
adesivos reutilizáveis;
um bichinho de pelúcia pequeno ou a boneca preferida;
um tablet ou celular com desenhos baixados para assistir offline, caso a criança já esteja acostumada ao uso de telas.
Outra estratégia interessante é guardar um brinquedo "novo" ou pouco usado para apresentar apenas durante o voo. O fator novidade também costuma prender bastante a atenção da criança.
E aí, já escolheu mentalmente o brinquedo que vai levar pra distrair seu bebê na próxima viagem?
Agora um último conselho para as mamães que estão nervosas
Se existe uma coisa que aprendi com minha experiência e também conversando com outras famílias é que nenhuma viagem vai sair exatamente como planejamos.
Pode ser que seu bebê chore por alguns minutos e pode ser que ele durma o voo inteiro. Pode ser que queira brincar justamente quando você esperava descansar.
E está tudo bem.
A maioria das pessoas entende que bebês choram, se cansam e têm necessidades que não podem esperar. E quem não entender... bem... minha opinião é a seguinte: Não se preocupe com essas pessoas, elas mesmas já se preocupam o suficiente com elas. E se você também for pensar nelas, quem vai pensar no seu bebê? Seja você a mãe que preza primeiro pelo bem estar do seu filho e, depois, se tiver tempo e condições para tal, pense nos outros.
O mais importante é lembrar que viajar também é uma forma de criar memórias em família.
Não busque uma viagem perfeita, busque uma viagem possível, leve e cheia de momentos especiais.
Com organização, planejamento e expectativas realistas, a primeira viagem de avião com um bebê pode ser muito mais tranquila do que você imagina.
Boa viagem e aproveite cada momento dessa nova aventura em família!








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